Cai neve em Nova Iorque
Por José Cid
A neve cai tapando as ruas
Num manto corroído cor marfim
Eu sigo só na multidão
Para descobrir o homem que há em mim.Deixei para trás a vida cheia de loucura
Fechei a porta onde não mais quero entrar.
Ando ao acaso pelas ruas da cidade
Assobiando, mãos nos bolsos a sonhar.Cai neve em Nova Iorque
Há sol no meu país
Faz-me falta Lisboa
Para me sentir felizNão há mais pôr-do-sol
Em Sunset Boulevard
Cai neve em Nova Iorque
Ninguém vai-me encontrar.E foi assim que na 42nd Street
Alguém me chama e oferece um cigarrinho.
Muito obrigado, amigo, não
Não vou fumar
Em Lisboa deixei esse caminho.
Deixei para trás a vida cheia de loucura
Fechei a porta onde não mais quero entrar.[refrão]
Se eu fosse escrever uma letra sobre uma cidade que não conhecesse e onde nunca tivesse estado, eu pelo menos consultaria um mapa dessa cidade.
Nova Iorque, caro José Cid, não tem nenhuma Sunset Boulevard.
A Sunset Boulevard é a cinta mais conhecida da cidade de Los Angeles. Precisamente a 4.685 km de Nova Iorque, logo na costa oposta dos Estados Unidos.
Com 32 quilómetros, a Sunset Boulevard tem início na baixa de Los Angeles, atravessa Hollywood, Beverly Hills, Bel-Air, Santa Monica e vai terminar perto da praia de Malibu, voltada para o Oceano Pacífico, o que terá inspirado o seu nome de pôr-do-sol.
A cidade de Los Angeles é conhecida pelo seu bom tempo durante todo o ano, pelo que a frase «já não há pôr-do-sol em Sunset Boulevard» nunca faria sentido, mesmo que se interpretasse aqueles versos como uma comparação da cidade de Nova Iorque com a cidade de LA.
Mas a incompetência não se limita à toponímia. E não vou implicar com o facto de não ser fácil, ou pelo menos agradável, assobiar num dia de temperatura negativa e ar seco necessários para a queda da neve.
A versão discográfica de «Cai neve em Nova Iorque», música originalmente concorrente do Festival RTP da Canção de 1988 – que se distingue desta versão pelo verso «Faz-me falta um fadinho» –, começa com um som de biblioteca de trânsito urbano sob chuva que, como quem já esteve em Nova Iorque sabe, não tem nada a ver com o som distinto do tráfego automóvel naquela cidade. Muito provavelmente resultado da acústica das ruas e dos edifícios, e pelo facto dos sons das buzinas dos carros estarem limitadas a uma amplitude de frequência muito reduzida, há uma sonoridade ambiente distintamente nova-iorquina.
A nível gramatical, o verso «ninguém vai-me encontrar» sofre de ênclise. A gramática do português europeu obriga, como podemos ler neste trabalho científico da Universidade de Campinas, ao pronome pessoal proclítico: «ninguém me vai encontrar» seria a redacção correcta daquele verso.
Também não se diz «fechei a porta onde não mais quero entrar», pois a porta não é um local, mas «fechei a porta por onde não mais quero entrar», com o pronome a designar a porta como um meio e não um destino.
Recomendo então ao José Cid, além de uma consulta no urologista, uma viagem aos Estados Unidos que inclua pelo menos aquelas duas cidades, e a aquisição de uma gramática de língua portuguesa para ler no avião.
não paras de me surpreender.
contudo dou o benefício da dúvida ao cid por ele talvez tenha tentado fazer arte com as palavras, metaforicamente falando.
k tristeza…LOL.. até tem piada
Olá realizador inactivo,
Segundo me consta, a canção dos Scorpions também não está bem gramaticalmente com o tal “I’m still loving you”. É assim a Música, optam pela conveniência sonora…
Gostei do blog, vou vir mais vezes esperando que um dia mude o subtitulo para “diário de um realizador enquanto realiza”
Abraço
Aí está um tipo completo. É mau em tudo: compositor, músico, poeta e pessoa.
Adorei a pesquisa…
Deixa-me que te diga que este é um dos melhores blogs que tenho lido…
Quanto ao José Cid…enfim…
Caro Ricardo, gostaria de lhe chamar a atenção para uma imprecisão no seu texto sobre José Cid (daqui em diante denominado “o Mestre”). Ao analisar a obra intemporal do Mestre e em particular a bonita melodia “Cai Neve em NY”, deveria ter seguido o seu pp conselho e consultado um mapa. Facilmente chegaria a conclusão que o Mestre nunca se engana e que de facto existe um Sunset Blvd em NY, mais concretamente no Bronx (http://www.map24.com)
Não existe nenhuma Sunset Boulevard nem no Bronx nem em qualquer outra parte da cidade de Nova Iorque.
Que José Cid esteja consigo.
Tenho que discordar: http://img448.imageshack.us/my.php?image=sunsetblv1xt.jpg
Confirmo a existência de um Sunset Boulevard na cidade de Nova Iorque, mais exactamente no Bronx, o bairro onde habito há cerca de 11 anos. O Sr. Ricardo talvez não saiba mas nos EUA existem inúmeros locais terminados em Boulevard (abreviados para Blvd), vocábulo de origem francesa, como facilmente se atesta. Não é de espantar que exista um cm o nome de Sunset numa cidade tão grande como Nova Iorque, que, ao contrário do que se pensa, não se cinge a Manhattan. José Cid não se enganou e está assim reposta a verdade.
Li o seu texto e discordo a 180 graus. Falta, ao senhor realizador, percepção estética e sentido do que é a arte, enquanto por outro lado abusa dos preciosismos mais pueris, numa vã tentativa de demonstrar sentido crítico.
O que dirá, por exemplo, d’”Os Lusíadas”, onde também é referido um local que não vem no mapa, a Ilha dos Amores? Também chamaria “nódoa” a Camões por causa disso?
Sabia que José Cid marcou duas gerações? O sr. é uma besta.
Caro Ricardo,
Não compreendo o seu problema com o facto de o som gravado do trânsito não ser original de Nova Iorque (e a acústica de NI não é certamente igual em TODA a cidade, mas enfim). A questão é que não me parece que o uso de um “som de biblioteca” retire qualidade ou mérito à música e é, aliás, uma prática de uso comum entre músicos e outros artistas. Parece-me um preciosismo da sua parte.
Quanto ao seu problema com o “Ninguém vai me encontrar”, não só não me parece que a expressão esteja incorrecta (não é o uso moderno, mas pode ser dito assim) como também acho normal por estarmos a falar de poesia.
Finalmente, receio que não tenha compreendido a frase “Fechei a porta onde não mais quero entrar”. O Mestre não se está a referir à porta, mas sim ao lugar a que esta dá acesso. Vejamos um exemplo: “fechei a porta (de casa) por onde não mais quero entrar” significa que não quero mais entrar por aquela porta, mas posso querer entrar em casa por outra porta. Agora, se disser “fechei a porta (de casa) onde não mais quero entrar”, significará que não quero mais entrar naquela casa. A frase pode não ser usual, mas, mais uma vez, está correcta (e relembro que estamos a falar de poesia).
Em suma: existe Sunset Blvd. em NI, as frases estão correctas e o som é um preciosismo. O Mestre, como já foi dito, nunca se engana.
O Mestre nunca se engana e raramente tem dúvidas… Assim como o Cavaco Silva, o Papa, Estaline, Hitler e um comentador de futebol.
Procurei em vários mapas de Internet por uma Sunset Blvd (eu sei como se abreviam designações toponímicas nos EUA porque também lá vivi) e não tinha encontrado.
O facto da Sunset Boulevard ser um beco minúsculo no Bronx, quiçá recente, só dá mais valor ao José Cid, pois a letra reveste-se assim de maior simbolismo e até de clarividência por parte do compositor.
Deixarei o meu artigo original intacto para que a História me flagele pela minha tamanha heresia e declaro-me, desde já, convertido ao José Cidismo.
In Cidae nomini Cidophilus declarunt. Amen.
Convertit faciem suam et benedixit universae multitudini Portugal nam omnis turba stabat intenta.
Comparar Cid a Camoes – lololol
E ve^se mesmo que quando alguem fala em Sunset Bl. que esta’ a falar do bronx. Via-se logo.
Viva a arte! A arte serve para tudo!
Lembrem-se que existe arte maior e arte menor e fazer uso dos Lusíadas para tentar salvar José Cid parece-me uma heresia. Penso que a única coisa que os aproxima é o facto de ambos serem poetas zarolhos. Senhor Jaime Pacheco pelo seu discurso percebo que não está familiarizado com as novas questões que a arte desde o século passado tem vindo a colocar. A arte há muito que já não é algo de contemplativo e muito menos de inquestionável; a verdadeira arte põe em causa e coloca-se ela própria em causa, dependendo sempre das opiniões que são geradas à sua volta para ser validada como tal, aquilo a que chamamos de critica. Sendo assim considero de maior valor artístico, sem alguma vez cometer o pecado de comparar com os Lusíadas, a dissertação de Ricardo da Costa Pinho do que alguma vez a letra de José Cid.
Neste caso, convido-o a conhecer a obra de Marcel Duchamp e a mergulhar a cabeça no Urinol para assim descobrir a verdadeira Fonte da arte moderna e contemporânea.
Sr. Jaime Pacheco posso ser uma besta e até mesmo um asno, mas ainda bem que não padeço de tamanha falta de credibilidade artística tal qual a do senhor.
Apenas quero comentar que de facto é triste ver o que as pessoas escrevem acerca de um artista sem o conhecerem, é triste ler as criticas que se fazem ao Jose Cid. è pena mas de facto quero apenas dizer que não se pode agradar nem a gregos nem a troianos, e se querem mesmo saber o que eu penso é que o Jose Cid esta se a cagar para o que voçês pensam acerca da letra cai neve em nova iorque. mostrem respeito e maturidade.
so keria dar uma palavrinha em relação à crítica posta por um qualquer reltaivamente à letra “cai neve em nova iorque” do josé cid.
Bom sem dívida que existe um erro gramatical..mas é daqueles erros que ninguem nota…so mesmo com a “lupa”.
No que diz respeito ao 2º refrão:
“Não há mais pôr-do-sol
Em Sunset Boulevard…”
Não entendo o que está mal…
o por do sol pode ser visto em qualquer cidade do mundo. certo?..mas tb em qualquer cidade do mundo pode-se deixar de ver o por do sol..BASTA NAO ESTAR SOL..
portanto quero eu dizer com isto k pelo facto de los angeles ser uma cidade com bom tempo durante kuase todo o ano,signifique que haja sempre por do sol.
Se estiver MAU TEMPO EM LOS ANGELES (CHUVA/ NUBELADO) de certeza que nao se VÊ o por do sol..
portanto kem faz uma crítica destas..tem de ser um ANANÀS que nao gosta mesmo de jose cid..
Sem duvida que josé cid tem muitas musicas k nao me agradam..mas esta não está má de todo.
Eu penso q neste s/comentário há preciosimo a +! Em + canções do José Cid e d’outros autores podem encontrar-s as mesmas situações mas você «virou-s» p/ali como s podia ter virado p/qlq outra coisa. Eu penso q o Cid terá feito por 1 qestão d “sonoridd” y ritmo
musical. Uma canção é antes d + , musicalidd y ñ 1 documento!
Na verdade acho que tem demasiado tempo livre. O Cid foi, é e será sempre aquilo que o Sr. dificilmente virá a ser – um nome de referência na cultura Portuguesa. Ao ler a sua biografia, encontrei a seguinte frase “… e muito menos de ver as crianças serem tratadas como estúpidas pelos adultos”. Concordo consigo. Mas eu acrescento; não gosto de ver os adultos (leia-se CID) serem tratados de estúpidos pelas crianças (leia-se Ricardo C. Pinto.
Ah! Peço perdão se a composição não estiver gramaticalmente correcta. É que nunca fui aluno do ensino superior (nunca tive demasiado tempo livre)
era impossível vir a este blog e não comentar.
caro Pedro, não sei qual o seu QI, mas suponho que não deve ser tao baixo ao ponto de chamar tal autor (josé Cid)de Mestre, basei-se pelo menos em alguém que valha 1% do conceito.
Após análise do seu mapa e confiando em si, acredito que exista uma sunset boulevard no Bronx actualmente, por isso corri para o telefone a marcar uma sessão com o vidente José Cid, que para além de falar com fantasmas como o próprio afirma, preve a existência de lugares no futuro. não posso deixar de salientar o tom irónico com o qual digo isto.
Ao sr. jaime pacheco se discorda das observações do texto de Ricardo Pinho, em vez de 180 graus, sugiro o seguinte: desloque-se até á beira de um precipicio, dê uma volta de 360 graus e um passo em frente, vai sentir-se melhor.
Finalmente me dirijo ao Sr David, queira saber que quer em poesia ou não o português deve ser correctamente utilizado, e não façam comparações com “Os Lusíadas”, que prova de falta de cultura tão significativa. A língua portuguesa evoluiu muito em termos fonéticos e de escrita desde Camões e não me parece que José Cid seja da época desse grande escritor.
Peço desculpa por não falar de outras pessoas que deixaram comentários de máxima falta de cultura neste blog, mas não se pode ilucidar tantas pessoas de uma só vez.
Para terminar deixo claro que nao tenho nada contra José Cid, simplesmente há questões que se devem por em relevo, erros mais propriamente, quer seja deste autor ou de outro qualquer que os cometa de forma tão explicita.
cumprimentos ao ricardo pinho.
Caro Sr. L.M, é preciso ser-se dotado de uma grande dose de impertinência para vir comentar supostos erros de Português (a língua de todos nós deve ser designada com letra maiúscula, como talvez se lembre), escrevendo da maneira como escreve, pejada de erros de diversas índoles. Como teve tanto cuidado a analisar os erros de outra pessoas que classifica injustamente como sendo desprovidas de cultura, penso que devo dedicar algum tempo à indigna tarefa de lhe indicar os seus. Começamos logo na primeira frase:
“era impossível vir a este blog e não comentar.”
Acha bem começar uma frase com letra minúscula? Que diria a sua professora da escola primária se o visse escrever assim? Certamente, puxar-lhe-ia as orelhas.
Logo em seguida, temos o mesmo erro:
“caro Pedro”
Mais uma vez, uma letra minúscula. Não se pode tratar de coincidência. Em suma, o senhor tem por hábito começar as suas frases com letra minúscula, o que é de lamentar.
Quando critica a classificação de José Cid como mestre (José Cid deve também ser escrito com letra maiúscula, como todos os nomes próprios, lembre-se), não se lembra decerto que os mestres podem sê-lo em muitas artes. O Sr. Pedro não referiu qual a arte em que José Cid é mestre. A menos que o senhor conheça José Cid intimamente e em todas as suas vertentes, não pode afirmar que ele não seja mestre em pelo menos um domínio.
O senhor insiste em escrever nomes próprios com letra minúscula, ao dirigir-se ao Sr. Jaime Pacheco, não entendendo a poesia do sarcasmo.
E muitos outros erros do mesmo género o senhor foi cometendo, revelando a tal falta de cultura que tentou apontar a outras pessoas inocentes. Aproveito para o elucidar que “ilucidar” se escreve “elucidar”. Assim, com a sua vinda aqui, já pode aprender qualquer coisa.
Sem os melhores cumprimentos,
Alfredo Cid
Caro e culto L.M, antes de mais obrigado pelo conselho que me ofertou. Em troca dedico-lhe especialmente, e não sem intuito pedagógico, um poema que decerto figura na constelação imensa do seu bom gosto e do seu saber e que se intitula “Esse cu que deu brado”:
Esse cu que deu brado e que foi musa
de versos ímpios e desejos escandalosos
chora agora sob o shador da blusa
lamentando seu passado em ais gasosos.
Não fora tanto gozo e tanta tusa,
tantos metros de picha bem gostosos
e talvez que essa peida que se escusa
ainda brilhasse entre os traseiros famosos.
Porém, choveu sobre ele a celulite
e esse cu que era pura dinamite
hoje é cu de esconder, não de mostrar…
cuidai-vos, pois, que o prazer tem um limite
e se bem que esta verdade nos irrite,
cu não é pra foder, é pra cagar.
Fernando Correia Pina
Caro Sr. L.M.,
Para si tenho apenas uma sugestão: compre um corrector ortográfico ou, melhor ainda (porque a tecnologia não faz tudo), inscreva-se numas aulas de Português. Vir para aqui “mandar bocas” sobre a língua portuguesa e depois escrever como o Sr. escreve, é, no mínimo, irónico…
Uns exemplos:
- As frases iniciam-se com letras maiúsculas;
- Os nomes próprios escrevem-se com letras maiúsculas;
- “baseie-se”, e não “basei-se”;
- “prevê”, e não “preve”;
- “precipício”, e não “precipicio”;
- “elucidar”, e não “ilucidar”;
- “pôr em relevo”, e não “por em relevo”;
- “explícita” e não “explicita”.
Isto tudo vi só “a olho” e sem o recurso de um corrector ortográfico. Provavelmente existirão mais erros. Para além disso, ignorei alguns por não serem sistemáticos.
Em vez de vir dar lições aos outros, seja um pouco mais humilde. Se não gosta de José Cid, está no seu direito. Mas não insulte ou faça juízos de valor só porque o Sr. não gosta (se calhar tem vergonha de assumir em público gostar de cantores populares; talvez precise de crescer um pouco…).
Quanto ao resto e à poesia, vejo com agrado que utiliza expressões como “me dirijo”, em vez de “dirijo-me”, que é mais de uso comum, mas que de facto está correcto. Tal como José Cid, também você pode (e bem) utilizar estas variantes do Português.
Cumprimentos.
José Cid é um nome que fica na história da música nacional. Porque não se pode apagar a história. Tal como não se pode negar a peste negra na Europa do século XIV, não se pode negar a presença de José Cid na cultura portuguesa do século XX.
Por isso dou os meus parabéns a todos os sites e blogs que hoje divulgam músicas e vídeos de José Cid, pois estão a prestar um contributo importante às novas gerações, não as deixando esquecer. “É importante lembrar”. Não podemos esquecer o holocausto, não podemos esquecer José Cid.
Mais grave do que cometer um erro é repeti-lo. Por isso enquanto nos sobrar um milímetro de responsabilidade vamos repetir aos nossos filhos: “Bom gosto sempre! José Cid Nunca Mais!”
O Meste vai tocar no Porto, no Teatro Sá da Bandeira, no dia 09 de Junho. A minha banda também vai lá estar, e vamos tocar e cantar juntos o grande hino “Cai Neve em Nova Iorque”.
Desafiamos os autor do artigo a escrever uma letra sobre uma cidade à sua escolha, que nós fazemos a música e convencemos o José Cid a cantá-la.
Um bem haja e viva o Mestre.
Ola pessoal sou o ricardo e atraves de um amigo pediram-me pra vir aqui ler este blog!moro em Nova York desde os meus 3anos hoje tenho 21 e conheco quase todos os cantos de NY!e existem 3 Sunset Boulevard na cidade de NY pa quem nao sabe!mas mesmo assim antes de aqui vir dizer comprei um mapa da cidade e realmente confirmo ha 3!pelo menos em 2 ja tive n sei em k sitio morou de NY mas um deles e bem central mas n vou dixer onde procure um bom mapa e encontra-os de certeza!quanto ao jose cid poderia dizer que nao era um mestre mas estaria a mentir pois muitas das pessoas so conheces os discos mais vendidos mas ele tem um album de 78 10,000 Anos Depois Entre Venus E Marte que so um mestre o poderia faxer pois e um disco completamente fora do normal e nem parece cid mas sim pink floyd ou yes mas é cid arranjos sonoros mt bons!!!mas pronto kem gosta gosta kem nao gosta nao gosta ha gostoas pra tudo!peco desculpa do meu portugues mas como nao falo portugues diariamente tambem nao sei escrever mt bem!
abraços de NY
Fico muito triste com o que se escreve em Portugal. Derrotismos, estupidez, critica por amor à critica, despotismo radical fraco e desencontros com a nossa cultura. Que mal fez o Cid às nossas vidas? Que mal tem ser um dos melhores? que mal tem ser conhecido internacionalmente? que mal tem ser a base, de parte, da música em portugal? A sabedoria é um paradoxo. O homem que mais sabe é aquele que mais reconhece a vastidão da sua ignorância. (F. Nietzsche.
Caros senhores, a arte é uma forma de estar, de sentir e de contemplar. Não consigo admitir a crítica à arte pois, sendo a natureza humana, essencialmente, social, ela pode ser vasta e não compreendida por todos.
Ao estupidificar-se com a análise do poema do Cid, criticando ferozmente, só nos alertou para a sua forma de estar na vida.
A pretexto, teria muito gosto em ler um livro seu, ouvir uma música da sua autoria, olhar um quadro pintado por si… Por sinal, o Sr. já foi a Nova Yorque?
O sr. sabe que pode estar, literalmente, em França sem saír de Portugal? Pois, França, é o nome de uma localidade do Norte de Portugal Continental.
A Sunset Boulevard, esse lugar maravilhoso, pode ser sonhado de diferentes formas, em diferentes locus.
Caro amigo.A sua relacção com a arte aínda é muito ténue.
P.S. Não venha criticar o meu português pois, com a ansiedade, nem me dei ao trabalho de fazer uma correcção. O importante é que a mensagem passe. Por sinal, já leu Saramago? Sim esse prémio Nobel! Já reflectiu sobre a pontuacção que ele usa?
Daqui a uns “20 anos”, “junto à lareira” quiça, um pouco mais “sonhador”, a ler sobre “verdes trigais em flor” ou sobre dois que dançam um “foxtrot” numa “cabana junto à praia”, o caro amigo, diga para si, no seu interior, “se eu pudesse” voltar atrás. Talvez deixe caír “uma lágrima” de arrependimento e vergonha por ter sido um jovem tão agressivo, tão fútil, tão vago.
Caro amigo. Vá ao cinema, leia, atinja um objectivo na vida, labore em algo, deixe obra pois, dessa forma, os outros falarão por si. Um Abraço.
Isso é tudo inveja?
Pois eu acho muito divertido este blog.
E acho que todos voces têm muita graça.
Continuem a discutir, faxavor!
Gostei especialmente do “o senhor é uma besta” depois daquela conversa séria toda e do Meste e Camões serem zarolhos… muito bom!
Bom fim-de-semana para todos. Akuna Matatta
“faz-me favas com chouriço” o Mestre Cid
Resumindo, uns gostam, outros não. Eu gosto do Mestre desde miúdo, não obstante as fases de piroseira que atravessou.
É o único músico português que conseguiu ter um disco no Top dos Estados Unidos, gravado em 1979, o “10.000 Anos Depois Entre Vénus E Marte”, considerado um dos melhores álbuns de rock sinfónico de sempre. Isto, entre outros exemplos da sua boa música. Agora, o Sr. Ricardo Pinho é que deveria ter feito o homework antes de se ter posto a botar discurso. Nem me vou alongar sobre as questões gramaticais que, em poesia, são frequentemente irrelevantes. Mas lá que existe um Sunset Blvd. em NY existe, está aqui: http://www.expedia.com/pub/agent.dll?tpid=1&eapi=0&qscr=mmvw&msds=EX0162F97135$A3V$D4$B2$A0V$D4$B294!E0!4$FF!50!2$FF$0B0Fvofpy.Dnlu!6$FF50Dsgoq20OA50$31$30$34$37$33$0D0Vojypu.Fymypf!8$FF0!E$FF$E47$2E$C1TbU$40$BC$DBD$C3$A9lS$C060001000!8$FF000!2$FF0000!2$FF!6i$EE$3F$14000!6$FF!I0&rfrr=-6600
Passar bem!
Boa noite.
Caros senhores é de lamentar os comentários dirigidos à lingua portuguesa bem como aos erros gramáticais
assinalados por alguns dos caríssimos. De facto a carreira do mestre CID teve os seus pontos altos e baixos, o que considero normal a qualquer pessoa que faça alguma coisa por este país. Considero anormal para alguém que pouco ou nada faça a não ser desbobinar tamanhas grosserias num espaço que é de opinião e não uma arena de morte. É um facto que José Cid marcou uma ou mais gerações, como também é um facto que continua a marcar, sendo de salientar que neste blog independente da idade de quem coloca as opiniões é alvo de crítica refira-se positiva e negativa. Quanto à minha opinião pessoal do artista em causa considero que no seu vasto reportório há trabalhos que aprecio apesar dos tempos e outros que deixam-me dúvidas. Acredito que, como todos os mortais têm fases boas e outras piores. É a vida de quem trabalha e “mostra algo” em compração a quem não faz nada a não ser colocar de forma gratuíta comentários infelizes e despropositados. Já agora peço desculpa pelos eventuais erros ortográficos.
Saudações Cordiais.
Óscar Vilhena
A musica está excelente! José Cid é sem duvida uma personalidade da música bastante conhecida, ao contrario do senhor! Peço desculpa se for alguma personalidade conhecida, mas nunca ouvi falar em si! Cid marcou a musica! de certeza que o Senhor não se dignou a fazer um texto (um belo texto), e ir ver um mapa, para ver se tudo o que fez está lá contido! agradecia que pensasse, antes de fazer barbaridades deste tipo! se não gosta da musica ou do genero musical, AZAR o SEU! mas não ande ai a criticar, porque de certeza que também não o fazem do seu genero musical!
Olá, chamo-me Ricardo e tenho Cid.
Caros senhores,
Não vou entrar em grandes comentários sobre a letra da canção “Cai Neve em Nova York”, mas, sendo eu vizinho do José Cid, não posso ficar indiferente quando dizem que o homem nunca esteve em Nova York, ou pelo menos, ainda não tinha ido a Nova York quando gravou aquele tema.
Para quem não saiba, José Cid é um homem viajado tendo, inclusivé, ajudado muitos músicos em ínicio de carreira, não só partilhando o seu estudio privado, como importando e comprando muitos instrumentos musicais directamente dos Estados Unidos ( e quem sabe de Nova York). Na verdade, as viagens aos Estados Unidos continuam a ser frequentes.
José Cid jamais será uma pessoa consensual e essa caracteristica só pode estar ao alcance das pessoas que marcam a diferença, pelas boas ou más razões. Eu, que descobri a OBRA desse senhor há pouco tempo, não posso estar mais orgulhoso em viver paredes meias com esse grande nome da música portuguesa. José Cid, foi um inovador, pioneiro e um verdadeiro artista português.
Sobre esta matéria, desafio quem quiser a ir acompanhando o meu blog sobre o artista, que pretendo ser de tributo e também de crítica construtiva ao artista: http://josecidcamaleao.blogspot.com/