Eu não só não odeio o Natal, como gosto do Natal.
O que não suporto, isso sim, são as pessoas que odeiam o Natal com o seu discurso do anti-consumismo e do espírito de bondade de um dia isolado dito com a mais banal das convicções.
A questão não é o comercialismo estragar a espiritualidade da quadra: é mesmo a espiritualidade interferir com o comércio de bens para oferecer.
É que eu gosto das filas para pagar as prendas, de postais e de SMS de Natal, das luzinhas fabricadas na China, dos Pais Natal de barbas de algodão, de bacalhau cozido e, mesmo sendo sendo republicano, de Bolo-Rei.
Por isso desejo a todos os meus leitores, mesmo contra a sua própria vontade, um feliz Dia da Família.
Jinga bé!