Viver sem mensagens instantâneas é melhor do que se possa imaginar. E não é difícil largar o vício. Basta não iniciar o programa. E resulta.
Passo a explicar. É melhor ter o computador sem Messenger do que tê-lo com Messenger. É a única forma dum portátil topo de gama servir para trabalhar. Ter um computador inteiro dedicado a enviar e receber sequências de mensagens curtas é um desperdício não só de recursos materiais como neuronais. É que mesmo em modo ocupado, mesmo em modo invisível, ter um programa de mensagens instantâneas a correr é um triturador de atenção. E só por não o executar, não imaginam o que os nossos cérebros conseguem fazer se os deixarmos concentrarem-se.
Mas agora o que é surpreendente é a forma como é fácil largar o vício. Ao contrário de outras adições químicas, para largar o vício nas mensagens instantâneas basta não executar o programa. Nos primeiros dias apetece ir lá ver quem está ligado, talvez só para lhes comunicar que «a partir de agora vamos estar desligados», e se calhar falar um pouco sobre isso, e depois trocar hiperligações para uns vídeos engraçados do YouTube, e depois isto e depois aquilo e depois LOL e o que é certo é que às tantas são três horas da manhã. Mas resistir à racionalização é fácil, até porque esta não é uma dependência química. Isto é uma especulação mas suponho que com o Messenger ligado, ainda que em modo invisível, cada notificação dum contacto que chega ou duma mensagem recebida cause a libertação de endorfinas, o que possa explicar o prazer causado pela actividade. Mas depois de passarem as saudades do «aahh» neuronal que se seguiam a cada evento do Messenger, estamos limpos.
Segue-se tempo melhor dedicado a trabalhar mais eficazmente, sem interrupções do fluxo de concentração e sem um causador de procrastinação e perda do controlo da gestão do tempo.
O resultado na vida social? Sem efeitos colaterais. Para coisas que podem esperar, temos o correio electrónico. É curioso como até conversações por cartas electrónicas ganham substância, algo impossível na via imponderada das mensangens instantâneas. E para assuntos mais urgentes, um SMS ou então uma chamada curta. Gasta-se mais dinheiro, é certo, mas poupa-se tempo. E como sabem os grandes empreendedores, tempo é dinheiro. Não se vê em filmes os heróis a perderem tempo com mensagens instantâneas, e não creio que as personalidades listadas pela Forbes como as mais ricas do mundo façam o mesmo. Por isso, assim continuarei com o meu embargo às mensagens instantâneas, a caminho do meu próprio belmirodeazevedorismo.
ehehhehe
pois pena pq já te tentei contactar e como meu amigo eremitou…até mandei colocar cartazes…o meu msn tem na minha imagem um pekeno Procura.se Ricardo Pinho…dead or alive.
espero que kicking!!
forza amigo
estou contigo. compra um monte alentejano!
Bem haja
jose fernando
Não sejas fundamentalista pá!
Sempre podias aparecer de vez em quando para uma bela conferência à antiga, ou pelo menos para uma skypalhada.
Cachapa: eu apareci no final daqueles trinta dias no Messenger (tu estavas na Finlândia) só para encontrá-lo como causa de procrastinação como sempre. Talvez faça hábito aparecer uma vez a cada trinta dias.
to no meu segundo dia de nina_status:off, mas to quase morrendo… puxa.. a coisa que mais adoroooooooo é teclar….
eu não tinha a menor idéia do QUANTO eu estava (estou) envolvida com Msn.. Orkut… mas fiquei mais animada quando vc disse que é facil.. por não ser dependencia quimica. E olha… também fechei o msn.. ele tava ali aberto e eu em off. mas realmente da uma tristezinha quando entra um amigo…
valeu por tudo.
Nina
Pois é. Nisto do Messenger conheço três tipos de gente: os agarrados, os que nunca experimentaram e os que abandonaram o vício. Eu pertenço ao terceiro grupo. Ao contrário de outros vícios, este foi fácil de abandonar e nem imaginam como me senti livre! Que pesadelo o ter que estar sempre a olhar para o canto direito inferior do ecran! O Messenger é super invasivo, não pede licença para entrar, instala-se e pronto, não descola, tipo emplastro. E lá estava eu a tentar fazer o que estava a fazer e ao mesmo tempo a dividir o cérebro para fazer umas quantas conversas diferentes. Conclusão: não fazia o que queria fazer e a conversa não trazia nada de novo. Desinstalei-o e acabou o desassossego. Agora só escrevo quando quero e só respondo quando quero. Vale a experiência. E para os que pensam que não conseguem, façam como os AAs, só por hoje, um dia de cada vez ou uma hora de cada vez quando o vício é grande e chama a sério.