Como designar aquele que não crê ser possível conhecer a própria possibilidade da existência de Deus?
Anagnóstico? Não pode ser, pois a palavra é relativa a anagnosta.
A-agnóstico? Não dá, porque não se fazem prefixos de negação por justaposição hifenizada.
Aägnóstico? Sim, isto é que era. Seria tão giro que a língua portuguesa não só não tivesse perdido o trema (que se usava para assinalar a pronúncia de vogais normalmente mudas1), como tivesse alargado o seu uso para todas as vogais que, sendo justapostas, se tomam e pronunciam como independentes2.
- E.g., «queijo» e «cinqüenta». [↩]
- Até a revista New Yorker, que tem ortografia própria, assim o faz em inglês, para palavras como «coöperation» [↩]